
A Paramétrica executou a recuperação estrutural e a impermeabilização completa do reator de uma estação de tratamento de esgoto (ETE), um dos ambientes mais agressivos para o concreto armado — devolvendo integridade, proteção e estanqueidade a uma estrutura em contato constante com efluentes e gases corrosivos. A obra foi concluída e entregue com aceite do gestor responsável.O reator de uma ETE combina, ao mesmo tempo, umidade permanente, ataque químico e biológico dos efluentes e uma “área gasosa” onde os gases do processo aceleram a corrosão do concreto e das armaduras. Recuperar uma estrutura assim, em espaço confinado e sem comprometer a operação do saneamento, é exatamente o tipo de desafio para o qual a Paramétrica é chamada.
O desafio
O reator apresentava o quadro típico — e severo — de estruturas de saneamento: corrosão das armaduras de aço, perda de seção de concreto, trincas nas paredes e necessidade de reimpermeabilização, tudo agravado pela agressividade do meio. Antes de qualquer intervenção, foi preciso remover o lodo do interior do reator e liberar as frentes de trabalho, com a estrutura dividida em duas células e canaletas a tratar.Some-se a isso o contexto de execução: espaço confinado, trabalho em altura sobre andaimes e uma “área gasosa” — a região superior do reator, exposta aos gases do processo, onde a corrosão do concreto é mais intensa.O diagnóstico
A avaliação orientou uma intervenção em camadas, tratando a causa antes da proteção:- Armaduras corroídas e concreto deteriorado nas canaletas, vigas, pilares e paredes — exigindo recuperação estrutural com inibição da corrosão.
- Trincas nas paredes do reator — demandando selagem por injeção.
- Perda de estanqueidade — exigindo um sistema de impermeabilização compatível com o ambiente de efluentes e com a área gasosa.
A solução executada
A recuperação seguiu uma sequência controlada, do preparo à proteção final:- Limpeza e preparo do substrato: remoção do lodo, limpeza fina e hidrojateamento de alta pressão (500 bar) para preparar o concreto; corte e apicoamento nas vigas para o tratamento estrutural.
- Recuperação estrutural com inibição de corrosão: tratamento das armaduras de aço e reconstituição das seções (canaletas, vigas U e V, pilares e paredes) com argamassa polimérica com inibidor de corrosão (MC Nafuffil CR). Ver recuperação de estruturas de concreto e projeção de argamassas poliméricas.
- Injeção de resina nas trincas: furação e instalação de 138 bicos injetores e aplicação de 38 litros de resina de injeção (MC Flow 2300) para selar as trincas das paredes. Ver injeção em trincas.
- Proteção da superfície: aplicação de argamassa de proteção MC RIM Protect em pisos, paredes, vigas V e pilares — por exemplo, 235,84 m² de piso e 254,40 m² de vigas V e paredes, entre as demais frentes.
- Impermeabilização com sistema de poliuretano: aplicação do primer MC DUR 1365 HBF (consumo ~0,300 kg/m²) seguido do MC Flex 2099 (consumo ~2,60 kg/m²) nas canaletas, células, tampas e na área gasosa — restabelecendo a estanqueidade. Ver impermeabilização de ETEs.
Os desafios superados
O que diferencia esta obra é o ambiente: corrosão biogênica na área gasosa, contato com efluentes, espaço confinado e trabalho em altura sobre andaimes — condições que exigem equipe treinada, EPI completo e sequência executiva rigorosa. A recuperação foi feita respeitando essas restrições, com a operação de saneamento em contexto real.O resultado
O reator foi recuperado estruturalmente, protegido e impermeabilizado, com a obra concluída e entregue mediante aceite do gestor responsável. A estrutura que estava comprometida pela corrosão e pelas infiltrações voltou a operar com integridade e estanqueidade — prolongando sua vida útil no ambiente agressivo de uma ETE.Precisa recuperar uma estrutura de saneamento?
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Imagens da Obra




