Case Técnico: Tratamento de Infiltrações em Usina Hidrelétrica em Operação







A Paramétrica executou o tratamento de infiltrações nas galerias das quatro unidades geradoras da uma UHE, estancando a percolação de água em estruturas de concreto por perfuração e injeção de resina de poliuretano hidrorreativa — com a usina em operação, em espaço confinado e trabalho em altura, sem registro de acidentes. Este case descreve o desafio, a solução técnica e os resultados.
O Desafio
As estruturas de concreto das galerias de sucção e caracol das quatro unidades geradoras apresentavam infiltrações ativas — percolação de água por fissuras, trincas e juntas, com carreamento de finos e forte marca ferruginosa nas paredes. Em uma usina hidrelétrica, essa água em fluxo ameaça a durabilidade do concreto e a segurança operacional das estruturas próximas aos equipamentos de geração.
A complexidade ia além do tratamento em si. A intervenção precisou ocorrer com a usina em operação, em ambientes classificados como espaço confinado, com acesso restrito junto às turbinas, e em pontos de grande altura nas paredes das galerias. Cada uma dessas condições impõe exigências severas de segurança e de método executivo.
A solução técnica
A Paramétrica aplicou o tratamento de infiltrações por injeção de resina de poliuretano hidrorreativa, em sequência controlada:
Preparação e acesso: montagem de andaimes (até 12 m) para alcançar as fissuras em altura; forramento das áreas com lona para contenção; sinalização e isolamento das frentes.
Perfuração e instalação dos bicos injetores: perfuração do concreto nos pontos mapeados ao longo das fissuras, juntas e piso das galerias, com instalação dos bicos injetores (packers).
Injeção do poliuretano: injeção de espuma expansiva (MC 2133) para estancar o fluxo de água e de gel flexível (MC 2033) para o selamento definitivo, preenchendo as descontinuidades e bloqueando a percolação. O gel flexível acompanha as microdeformações da estrutura, mantendo a estanqueidade.
Acabamento: quebra e remoção dos bicos, tamponamento dos furos com argamassa e limpeza geral das frentes.
O trabalho percorreu as galerias de sucção e caracol das quatro unidades geradoras, com centenas de pontos de injeção e centenas de litros de resina (gel e espuma) aplicados ao longo da obra, conforme os relatórios diários. (Os totais consolidados constam da planilha de controle de consumos do projeto.)
Segurança e meio ambiente: o diferencial da execução
Mais do que a técnica, o que distingue este projeto é a execução em ambiente crítico sob rigor total de segurança e conformidade ambiental:
Espaço confinado (NR-33): monitoramento atmosférico contínuo com detector multigases antes e durante toda a permanência, presença de vigia e supervisor de entrada, e tripé de resgate montado e apto durante a atividade.
Bloqueio de energias (LOTO): bloqueio e etiquetagem das turbinas em conjunto com a equipe da Enel, com caixa-cofre (Lock Box) para controle das chaves.
Documentação e liberação: PET (Permissão de Entrada e Trabalho), APR e PTW emitidas e aprovadas a cada frente, com Pós-Job registrado.
Trabalho em altura: andaimes inspecionados e liberados, pontos de ancoragem e uso permanente de cinto/talabarte.
Gestão ambiental: contenção com lona e bacias, kit de mitigação, segregação e destinação dos resíduos químicos (classe I) por transportadora licenciada, com auditorias e visitas técnicas da engenharia ambiental da Enel — todas atendidas em conformidade.
Toda a obra foi executada sem registro de incidentes, acidentes ou desvios operacionais.
Os resultados
Infiltrações estancadas nas galerias das quatro unidades geradoras (UG01 a UG04), com os vazamentos resolvidos e verificados em campo. Serviços concluídos conforme o planejamento, mantendo os padrões de qualidade, segurança e organização exigidos para trabalho em espaço confinado. Zero acidentes e conformidade integral com os procedimentos de segurança e ambientais da Paramétrica.
A intervenção devolveu a estanqueidade às estruturas de concreto das galerias sem interromper a operação da usina — exatamente o que um ativo de geração de energia exige.
Por que essa abordagem funcionou
O case reúne os dois pilares que a Paramétrica leva a ativos críticos: a técnica correta — injeção de poliuretano hidrorreativo, que reage com a própria água e estanca a infiltração por dentro da estrutura — e a capacidade de executá-la nas condições mais exigentes (espaço confinado, altura, usina em operação), com segurança e conformidade ambiental como parte inseparável do serviço.
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